Bancos vão adotar novas regras para cancelar contas laranjas e bloquear bets ilegais, comunicando o Banco Central para permitir o compartilhamento de informações entre instituições
Os bancos brasileiros anunciaram que vão passar a cancelar, de forma mais ágil, contas identificadas como usadas por terceiros, as chamadas contas laranjas, e operações ligadas a bets ilegais, após a operação conhecida como Carbono Oculto.
A mudança exige que, para o fechamento das contas, as instituições informem o Banco Central, o que permitirá o compartilhamento de dados entre outras instituições financeiras e fortalecerá o combate a esquemas de lavagem.
As informações foram divulgadas pela Febraban, e detalham a intenção do setor bancário em endurecer controles e relações com clientes consideradas de risco, conforme informação divulgada pela Febraban.
Como será o procedimento para fechar contas
Os bancos poderão encerrar contas quando houver indícios de que a conta foi aberta em nome de uma pessoa, mas usada por outra para esconder a origem do dinheiro, as chamadas contas laranjas. Além disso, serão alvo contas com movimentações suspeitas relacionadas a bets ilegais.
Para efetivar o fechamento, as instituições irão comunicar o Banco Central, permitindo que o dado circule entre bancos, com objetivo de impedir que recursos desviados circulem por outros canais.
Citação oficial da Febraban e posicionamento do setor
A Febraban afirmou que a medida visa “fortalecer o compromisso do setor bancário contra o crime organizado e impedir o uso de contas para qualquer atividade ilícita“, em comunicado divulgado pela entidade.
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, descreveu a ação como um “marco” para corrigir relacionamentos “tóxicos” entre bancos e clientes, que, segundo ele, serviam para “escoar recursos de golpes, fraudes e ataques cibernéticos, bem como para lavar o dinheiro sujo do crime“.
Impacto esperado e próximos passos
O setor espera reduzir canais usados por organizações criminosas para movimentar recursos e também limitar a operação de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda, as chamadas bets ilegais. A exigência de comunicação ao Banco Central deve acelerar a identificação de padrões suspeitos.
Analistas e reguladores acompanharão a aplicação das novas regras, avaliando se o compartilhamento efetivo de informações entre bancos contribui para reduzir fraudes, lavagem de dinheiro e operações financeiras ilícitas.



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