Flávio Bolsonaro pré-candidatura enfrenta questionamentos sobre influência de Michelle e a alta hospitalar de Jair Bolsonaro, mas senador insiste que o candidato é ele
Quase duas semanas após a alta do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro reafirma que seguirá com a pré-candidatura, mesmo com dúvidas sobre quem terá mais influência na família política.
O senador disse que sempre consultará o pai, mas que “o candidato sou eu”, e tentou minimizar rumores de divergência entre ele, Michelle Bolsonaro e aliados desprezando as narrativas sobre disputa interna.
As declarações foram dadas em entrevista após Jair Bolsonaro receber alta da UTI por broncopneumonia e ir para prisão domiciliar, conforme informação divulgada pelo g1.
Alta de Bolsonaro, rotina familiar e reação de Flávio
Flávio afirmou que trabalhou para obter a prisão domiciliar do pai, justificando que “Ele vai estar muito mais bem cuidado em casa, com a Michelle, com a família“.
Ele reconheceu que houve “desconfiança” sobre o papel da madrasta na família política, mas chamou essas preocupações de “falsas narrativas” e pediu para virar a página, citando que “A gente tem que parar de ficar criando essas falsas narrativas, como se a Michelle quisesse uma coisa, eu quisesse outra. A gente está alinhado no mesmo princípio de evitar o desastre que seria o Brasil ter mais quatro anos de PT“.
Sobre a pré-candidatura e o alinhamento com aliados
Questionado sobre sua pré-candidatura, Flávio afirmou, com veemência, que “não tem absolutamente nada que possa acontecer para que haja alguma mudança com relação a minha pré-candidatura“.
Ele também disse sentir necessidade de encerrar desconfianças envolvendo o governador Tarcísio de Freitas, afirmando que “O Tarcísio está completamente alinhado, acho que é preciso virar essa página dessa desconfiança com relação ao Tarcísio e à Michelle“.
Posição sobre política externa e segurança
Flávio relatou frustração por não ter conseguido se encontrar com Donald Trump, porque o presidente americano não irá à CPAC, e declarou que não pediria a Trump ações unilaterais sobre facções brasileiras.
Na frase literal, ele disse que “não vou pedir para o Trump designar ninguém, eu mesmo vou designar CV e PCC, já que o Lula não teve coragem de fazer“, repetindo a postura mais dura do grupo em relação ao combate ao crime organizado.
Propostas econômicas e avaliação de nomes, e menções na CPI financeira
Sobre economia, Flávio evitou detalhar nomes para a Fazenda, mas citou medidas como “tesourões, para que possamos desburocratizar, revogar normas regulamentadoras, revogar essa série de decretos” e prometeu “redução de impostos”, sem indicar valores ou alvos.
Ele chegou a apelidar o ex-ministro Fernando Haddad de “Taxad” e disse que não pretende comparar seu plano com ajustes rigorosos adotados por líderes como Javier Milei.
Sobre o caso do Banco Master, que ganhou força após o banqueiro Daniel Vorcaro negociar uma delação premiada, Flávio negou que tente silenciar o assunto, afirmando “Falo disso todo dia” e minimizou possíveis ligações com o pai, dizendo que Jair Bolsonaro nunca esteve com o banqueiro “que eu saiba“.
Flávio também afirmou que está “fora de cogitação” que o escândalo tenha sido articulado no governo de Jair Bolsonaro, e atribuiu responsabilidades ao PT, resumindo: “Vamos focar em combate à corrupção“.



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