Produção de cevada no Brasil cresce com apoio de cooperativas e pesquisas genéticas, mesmo com a indústria em alerta por queda no consumo entre jovens da Geração Z
A produção de cevada tem avançado no Brasil, impulsionada por investimentos privados e progressos em pesquisa, o que amplia a oferta nacional.
Ao mesmo tempo, a indústria cervejeira acende o sinal de alerta diante da mudança de hábito dos consumidores, especialmente entre os jovens.
Essas informações foram apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, conforme informação apurada pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
Cenário atual da produção
Hoje, o país produz entre 400 mil e 500 mil toneladas por ano, com o Paraná na liderança da cultura, e avanços que vieram de cooperativas e de pesquisas genéticas.
No entanto, o Brasil ainda precisa importar cerca de 30% da cevada para suprir a demanda das maltarias que transformam o grão em malte para a fabricação de cerveja.
Por que a indústria cervejeira está preocupada
A preocupação se concentra no consumo, principalmente entre os mais jovens, o que afeta a projeção de vendas das cervejarias.
Pesquisa recente aponta que mais da metade dos jovens entre 18 e 24 anos não consumiu álcool no último ano, dado que leva empresas como Heineken e Ambev a rever o ritmo de novos investimentos.
Papel dos Campos Gerais e dos grandes investimentos
A região dos Campos Gerais, com destaque para Ponta Grossa, virou um polo industrial decisivo para o setor.
Lá está instalada a maior maltaria do país, com investimento de R$ 1,6 bilhão, além de fábricas da Ambev e a terceira maior cervejaria da Heineken no mundo, fatores que incentivam o produtor a plantar cevada.
Alternativas de mercado e a meta de autossuficiência
Para reduzir a dependência das cervejarias, o setor estuda usos alternativos para a cevada, como alimentos integrais, produtos funcionais, ração animal e aplicações industriais ou energéticas.
Especialistas veem caminho para que o país deixe de importar, e, segundo as projeções, “A expectativa é que o Brasil atinja a autossuficiência no médio prazo, desde que o mercado consumidor se mantenha estável”.
Assim, apesar do alerta da indústria por conta da queda no consumo, a produção de cevada no Brasil segue crescendo, apoiada por investimentos, tecnologia e buscas por novos mercados.



0 Comentários