O confronto entre Irã, Israel e Estados Unidos intensificou-se nas últimas horas, com reflexos em águas, céus e instalações nucleares, e crescente mobilização diplomática.
Mais de 20 países declararam disponibilidade para proteger a passagem pelo estreito de Ormuz, enquanto relatos de explosões e mísseis sobre Manama aumentaram a sensação de risco na região.
Autoridades internacionais pedem moderação militar para evitar uma escalada que possa ter consequências nucleares e econômicas para o mundo, conforme informação divulgada pela AFP.
Bloqueio do Estreito de Ormuz e reação internacional
Um grupo de 22 países, em sua maioria europeus, além dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein, denunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irã e afirmou, em nota, “Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito“.
O posicionamento expõe o aumento da preocupação internacional com uma rota vital para o comércio de petróleo, e abre caminho para possíveis operações de escolta e patrulha coordenadas.
Ataques a Natanz e risco nuclear
A agência nuclear iraniana denunciou ataques de Estados Unidos e Israel ao complexo de Natanz, no centro do Irã, e afirmou que “Não foi detectado nenhum vazamento de materiais radioativos” na região.
O diretor da AIEA, Rafael Grossi, reiterou apelos à “moderação militar” para evitar qualquer risco de acidente nuclear, após ser informado sobre o ataque a Natanz.
Incidentes no Golfo, Bahrein e Diego Garcia
Em Manama, capital do Bahrein, testemunhas relataram várias explosões e o abate de mísseis, com ativação das sirenes e detonações pela cidade.
Uma fonte oficial britânica afirmou que o Irã realizou um ataque “fracassado” contra a base conjunta dos Estados Unidos e Reino Unido em Diego Garcia, tentativa que teria ocorrido antes de Londres autorizar o uso de algumas bases por Washington.
Também houve relatos de ataque por drone em Bagdá que matou um oficial dos serviços de inteligência iraquianos, e de outro drone que caiu sobre um clube esportivo frequentado por elites e diplomatas.
Declarações de líderes e impacto regional
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, classificou como “irresponsáveis” os supostos ataques americanos-israelenses denunciados pelo Irã contra Natanz.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, advertiu que “a intensidade dos ataques” contra o Irã “aumentará consideravelmente” nos próximos dias, o que indica possível intensificação das operações militares.
O presidente russo, Vladimir Putin, enviou votos pelo Noruz ao Irã e reiterou o apoio de Moscou em meio ao confronto com Israel e os Estados Unidos.
Consequências econômicas e humanitárias
A guerra no Oriente Médio já tem reflexos econômicos, com países como Bangladesh buscando empréstimos multilaterais de cerca de 2 bilhões de dólares para enfrentar a alta de preços e reduzir consumo de combustíveis.
Na região, países como Arábia Saudita, Egito, Catar, Jordânia e Kuwait condenaram ataques israelenses no sul da Síria, chamando-os de “flagrante agressão” e violação do direito internacional, o que amplia as tensões diplomáticas.
Enquanto isso, milhares de fiéis no Irã participaram das orações do Eid al-Fitr em Teerã, apesar do risco de bombardeios, mostrando a dimensão humana e social da crise.
O cenário permanece volátil, com movimentações militares, alertas de agências internacionais e uma série de incidentes que podem alterar rotas comerciais, segurança regional e o risco de escalada, conforme informação divulgada pela AFP.



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