Sala de tribunal vazia com foco na mesa de júri e símbolo do número 420, representando Elon Musk em contexto judicial.

Elon Musk solicita que juiz reavalie veredicto do processo do Twitter, alegando que o júri usou o número 420 como uma ‘piada numérica’ para ‘zombar’ dele e pedindo investigação

Elon Musk pediu ao juiz distrital dos EUA, Charles Breyer, que reconsidere o veredicto contra ele no processo envolvendo a compra do Twitter, agora X, alegando que o júri agiu de forma inadequada.

Na petição, a defesa afirma que a referência ao número 420 pelo júri foi “sem dúvida intencional” e, somada a outros erros, coloca em dúvida o veredicto de 20 de março.

O pedido ressalta que a decisão do júri pode resultar em indenização de até US$2,5 bilhões, e solicita uma investigação mais aprofundada do caso, conforme informação divulgada nos documentos do processo.

O argumento da defesa e a associação do número 420 a Elon Musk

A defesa indicou que o uso do número 420 pelo júri não foi neutro, e que essa “piada numérica” deve ser examinada em conjunto com outros supostos erros do julgamento. O advogado afirmou que, assim, fica em questão o veredicto de 20 de março.

No texto apresentado pela equipe de Musk também se ressalta que o número 420 tem histórico de associação à cultura da maconha, e que Elon Musk citou o 420 em entrevistas e tuítes, além de usá-lo em atividades comerciais, segundo os documentos.

O material lembra ainda que Musk avaliou o Twitter, agora conhecido como X, em “US$54,20 por ação” quando comprou a empresa por “US$44 bilhões” e que ele já usou o número em promoções da Tesla, como quando reduziu o preço do Model S para “US$69.420” em 2020.

Citação direta da defesa

Na carta, a defesa escreveu, textualmente, “A conclusão inescapável é que o júri achou apropriado usar seu veredicto para enviar uma mensagem ao Sr. Musk, em vez de cumprir adequadamente seu dever solene de dar um veredicto justo”, escreveu Spiro.

Os advogados pedem que o juiz Charles Breyer conduza uma apuração mais detalhada dos fatos alegados pela defesa, avaliando se houve motivação imprópria do júri ao formular o veredicto.

Resposta dos advogados dos investidores

Em resposta à carta de Musk, Frank Bottini e Mark Molumphy, advogados dos investidores, consideraram o pedido sem méritos e criticaram a postura do bilionário.

Na declaração conjunta, eles afirmaram, “É lamentável que ⁠Musk tenha novamente decidido criticar o tribunal e o júri, em vez de assumir a responsabilidade por sua própria conduta”, disseram Bottini e Molumphy. “Dadas as evidências esmagadoras apresentadas no julgamento, é um exagero atacar um júri extremamente diligente simplesmente por fazer seu trabalho.”

Possíveis desdobramentos jurídicos

Se o juiz aceitar o pedido de Elon Musk para investigação, o veredicto de 20 de março poderá ser revisado, ou podem ser determinadas novas medidas processuais, dependendo das conclusões sobre a conduta do júri.

Especialistas consultados nos documentos do processo indicam que, mesmo com a contestação, reverter um veredicto exige comprovação clara de irregularidade, e o caso deve seguir trâmites formais antes de qualquer alteração no valor da indenização ou na decisão final.

O pedido de Elon Musk volta a colocar em evidência tanto o papel do júri quanto a influência de elementos simbólicos, como o número 420, em processos de grande repercussão e valores bilionários.

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