Reestruturação do X inclui demissão da diretora de marketing, cortes em mais de 20 cargos, integração com xAI e alinhamento à SpaceX para priorizar receita e reduzir custos
O bilionário Elon Musk promoveu uma onda de cortes na rede social X, que incluiu a demissão da diretora de marketing e cerca de 20 funcionários, em uma mudança para ajustar a empresa às novas prioridades, segundo o jornal.
A reorganização busca alinhar a estrutura da X à integração com a xAI e à aproximação com a SpaceX, que pode realizar um IPO superior a US$ 1 trilhão, de acordo com fontes consultadas pelo veículo.
As informações foram divulgadas pelo Wall Street Journal, e este texto foi elaborado com base no relato do jornal, conforme informação divulgada pelo Wall Street Journal.
Cortes, demissões e mudanças na liderança
Fontes ouvidas pelo Wall Street Journal disseram que Zepeda, que ocupava o cargo desde setembro de 2024, foi desligada no mês passado, após Musk anunciar a integração entre a xAI e a SpaceX, e que a rede social promoveu cortes entre funcionários remanescentes.
Com a saída de Zepeda e da ex-CEO Linda Yaccarino, a gestão operacional passou a ser conduzida por Jon Shulkin e por Monique Pintarelli, diretora global de publicidade da xAI, que agora lidera vendas, parcerias de conteúdo e marketing.
Dados de receita e desempenho em publicidade
Dados da eMarketer indicam que a receita publicitária da X nos Estados Unidos deve crescer 1,5%, alcançando US$ 1,27 bilhão. Globalmente, a alta estimada é de 2,2%, para US$ 2,19 bilhões. Em 2021, último ano antes de Musk fechar o capital da empresa, então conhecida como Twitter, a plataforma registrou US$ 4,51 bilhões em receita com anúncios.
A reestruturação e a chegada de Shulkin como diretor de receita, que também é sócio da Valor Equity Partners, têm como objetivo impulsionar a geração de receita da X e da xAI, áreas que, segundo fontes, ficam atrás de concorrentes em publicidade digital e em vendas de soluções de inteligência artificial.
Fusão com xAI, alinhamento à SpaceX e objetivos estratégicos
A X já havia sido incorporada à xAI no ano anterior, e no início de fevereiro a empresa de inteligência artificial e a SpaceX passaram a atuar de forma conjunta, levando a reorganizações internas em equipes como a de visão, responsável por geração de vídeo para o Grok.
Segundo o jornal, a medida também visa adequar o tamanho da rede social às necessidades da controladora, a SpaceX, cujo potencial IPO acima de US$ 1 trilhão motiva um realinhamento de prioridades e redução de custos.
Impacto sobre anunciantes, X Money e próximos passos
A plataforma enfrentou a saída de grandes anunciantes, por preocupações com moderação de conteúdo e instabilidade na liderança, ainda que algumas empresas, como a Amazon, tenham voltado a investir após a eleição de 2024.
O projeto X Money, serviço de pagamentos dentro da plataforma, segue com planos de lançamento, mas sofreu atrasos por causa da necessidade de adequação às regras dos 50 estados dos EUA. Em publicação na própria rede, em 10 de março, Musk afirmou que a ferramenta deve ter acesso antecipado liberado ao público em breve.
Fontes consultadas pelo Wall Street Journal apontam que, com a reorganização, a orientação interna é priorizar o aumento de receita, além de reduzir custos, enquanto a gestão tenta recuperar anunciantes e estabilizar a operação.



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