O CEO do YouTube, Neal Mohan, disse que não quer ver a plataforma tomada por conteúdo gerado em massa por ferramentas de Inteligência Artificial, que ele chamou de lixo de IA.
Mohan reconheceu que a Inteligência Artificial ampliou o problema de vídeos de baixa qualidade, mas afirmou que muitos desses formatos não são totalmente novos, e que o YouTube já tem práticas para lidar com clickbait e materiais apelativos.
O executivo também evitou detalhar mudanças nas regras de moderação, e a mesma reportagem citou impactos da escassez de semicondutores na indústria, como interrupção de vendas de alguns produtos e ajustes de preços, em função da demanda por IA, conforme informação divulgada pelo The New York Times e reproduzida pelo Notícias ao Minuto.
O que Mohan disse sobre o conteúdo gerado por IA
Mohan explicou, em entrevista, que “A Inteligência Artificial pode ser uma ferramenta para produzir conteúdo incrível ou para democratizar a criação de conteúdo, mas também pode permitir a criação de muito conteúdo de baixa qualidade”.
Com essa observação, ele coloca a Inteligência Artificial como um recurso com potencial positivo, mas também com risco de gerar volume excessivo de material sem valor, o que ele classifica como lixo de IA.
Escala do problema, clickbait e medidas do YouTube
O executivo afirmou que “Há aspectos que não são novos. A parte que é nova é a escala, mas a noção de conteúdo ‘clickbait’ com baixa qualidade, nós já sabemos lidar com isso no YouTube. Acho também que precisamos ter cuidado com esse tema”.
Segundo Mohan, o desafio atual é controlar a escala de produção facilitada por ferramentas de IA, sem impedir a criatividade de criadores legítimos, mantendo o equilíbrio para que o feed não seja dominado por conteúdo de baixa qualidade.
Moderação, diretrizes e limites em aberto
Ao ser questionado sobre moderação, Mohan preferiu não aprofundar, ressaltando que cada canal tem seus padrões editoriais e que o papel do YouTube é estabelecer regras gerais, sem indicar mudanças específicas sobre discurso de ódio ou teorias da conspiração.
Essa postura indica que, apesar da preocupação com o lixo de IA, a empresa tende a preservar certa autonomia dos criadores, enquanto trabalha em ajustes nas diretrizes e na curadoria do conteúdo.
Impactos para a indústria e próximos passos
A mesma matéria mencionou efeitos da demanda por chips para IA, citando que a escassez global de semicondutores, impulsionada pela demanda da indústria de Inteligência Artificial, levou à interrupção das vendas de produtos SD e CFexpress, e que a empresa também já reajustou preços do PlayStation 5 diante do cenário econômico.
Para o usuário, o compromisso público de Mohan é claro, ele afirmou, “E gostaria de dizer que tentamos todos os dias encontrar esse equilíbrio, mas estamos muito, muito focados em garantir que, quando você abre o aplicativo do YouTube, não encontre um feed cheio de lixo de Inteligência Artificial”.
Em resumo, o YouTube sinaliza que vai tentar conter o crescimento do lixo de IA no feed, equilibrando moderação, diretrizes e suporte a criadores, enquanto acompanha os efeitos da adoção de IA no setor tecnológico.



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